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Veja 5 cuidados que devem ser tomados na nutrição parenteral!

As pessoas hospitalizadas podem ter muita dificuldade para se alimentar e receber os nutrientes adequados. No entanto, esse pode ser um fator essencial para a recuperação deles. É por isso que cada vez mais se fala na importância da nutrição parenteral.

De fato, muitos pacientes internados ficam desnutridos em apenas poucos dias. A desnutrição é ainda mais grave para os recém-operados, com infecções graves ou que tenham sofrido traumatismos.

Dessa forma, a nutrição parenteral se tornou uma necessidade para as pessoas internadas, exigindo uma boa formação dos nutricionistas. Neste post, apresentamos 5 cuidados fundamental que devem ser tomados nessa abordagem. Acompanhe!

Quais as principais indicações da nutrição parenteral?

Trata-se da administração de nutrientes pela via endovenosa. Dessa forma, busca garantir a homeostase e a nutrição adequada, em situações extremas, nas quais, além da desnutrição, o paciente não pode receber a forma enteral (por tubo ligado ao sistema digestivo).

Na nutrição parenteral são utilizados micro e macronutrientes, tanto pela via periférica quanto pela central. Ou seja, podem ser ministrados glicose, aminoácidos, eletrólitos, vitaminas e água. Auxiliando, assim, a manter os controles clínicos, antropométricos e bioquímicos, reduzindo o impacto de doenças e suas complicações.

Ela pode ser indicada como terapia de apoio, auxiliando na reposição de necessidades básicas, quando a nutrição enteral ou a oral não são suficientes. No entanto, também pode ser usada de maneira exclusiva, se nenhuma das outras formas for possível.

Em ambas as situações, o objetivo é melhorar a imunidade e prevenir ou reverter um quadro de desnutrição após cirurgias, traumas e doenças hipercatabólicas. Os casos mais recorrentes são:

  • traumatismos graves, que aumentam significativamente o gasto energético e a necessidade de nutrientes;
  • cirurgias abdominais extensas, que necessita de repouso para a recuperação, além de grande necessidade de nutrientes para a cicatrização;
  • fístulas enterocutâneas de alto débito, que exige repouso intestinal; 
  • enteropatias inflamatórias, que provoca baixa motilidade intestinal;
  • pancreatite aguda grave, que impede a alimentação via intestinal.

Quais cuidados devem ser tomados?

Antes de optar pela nutrição parenteral e durante o procedimento, é preciso tomar alguns cuidados básicos, relacionados, sobretudo, ao estado físico do paciente e ao risco de infecções. A seguir, confira os 5 principais:

1. Avaliar os indicadores de risco

Para determinar se um paciente é um candidato a esse tipo de suporte nutricional, pode considerar 3 indicadores de risco fundamentais:

  • impossibilidade de ingestão de mais que 60% das necessidades nutricionais pela via enteral ou oral;
  • perda de peso significativa;
  • albumina sérica abaixo de 3g/dL.

2. Realizar uma avaliação em nutrição

Caso os indicadores apontem para um quadro de desnutrição ou de risco dela, deve-se realizar uma avaliação em nutrição. Deste modo, é necessário verificar:

  • ingestão do paciente;
  • necessidades de nutrientes
  • tipo e condição da enfermidade de base;
  • condição de perdas de nutrientes;
  • exames laboratoriais (hemograma completo, glicemia, eletrólitos, entre outros).
  • balanço hídrico;

3. Controlar a aceitação do método

Depois que a nutrição parenteral já tiver sido implantada, é necessário verificar se ela está sendo bem tolerada pelo paciente. Para tanto, pode-se refazer a avaliação em nutrição, com um intervalo de 1 a 3 dias, de acordo com cada caso.

4. Observar e prevenir complicações

Durante e após o procedimento, deve-se ter cuidado com possíveis complicações. Caso surjam, precisam ser tratadas corretamente, de preferência, com o apoio de uma Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). As principais complicações da nutrição parenteral são:

  • infecções decorrentes de contaminação do cateter ou da colocação dele;
  • lesões não infecciosas relacionadas à introdução do cateter, como a laceração da veia ou da artéria, pneumotórax, flebotrombose, entre outras;
  • alterações metabólicas relacionadas ao excesso, à deficiência ou à perda de algum nutriente;
  • edema decorrente do excesso de oferta hídrica.

5. Manter a funcionalidade do cateter

Apesar dessas possíveis complicações, a nutrição parenteral é considerada bastante segura. Para isso, é necessário que sejam adotados processos técnicos e de higiene rigorosos. É o caso da não exposição da bolsa de nutrientes à luz e ao calor diretamente. E a infusão não deve durar mais que 24 horas.

Além disso, o gotejamento precisa ser rigoroso, de acordo com o plano de infusão, e deve ser realizado em via endovenosa exclusiva. Caso seja necessário administrar medicamentos intravenosos na mesma via de acesso venoso, a EMTN deve ser consultada. Uma solução pode ser o uso de um dispositivo que duplique o acesso venoso. De qualquer maneira, se houver uma incompatibilidade, deve-se suspender a duplicação e retornar à nutrição parenteral isolada.

Como é o curso “Pediatria: intervenção em alimentação via parenteral”?  

Boa parte dos pacientes submetidos à nutrição parenteral são recém-nascidos e crianças. Assim, além de todas as condições físicas frágeis, eles também estão sujeitos a outros problemas no nascimento, como a má-formação ou a prematuridade. Os recém-nascidos prematuros têm muita indicação da nutrição parenteral.

Por isso, oferecer um suporte nutricional adequado a eles pode ser um grande desafio. Afinal, apesar de ser um grupo com algumas características determinantes, pode ser bastante heterogêneo. Cada bebê, dependendo da idade gestacional, pode ter diferentes necessidades físicas e nutricionais.

O fato é que o nascimento prematuro dificulta a ingestão, a absorção e o metabolismo de nutrientes. Todos os órgãos estão imaturos. Dessa forma, pode ser necessário manter a alimentação como estava sendo feita no útero da mãe, pela via sanguínea, por alguns dias ou semanas, até que o bebê esteja mais amadurecido para tolerar a alimentação via enteral.

Diante deste cenário, o curso Pediatria – Intervenção em nutrição: alimentação via parenteral procura capacitar o profissional a lidar com as especificidades dessa faixa etária. Fornece o aporte técnico para lidar com esses pacientes e, também, com todas as questões humanas e psicológicas envolvidas.

Afinal, esse tipo de conhecimento nem sempre é adquirido com a prática profissional, tendo em vista que o nutricionista precisa se relacionar com outros tipos de clientes. Assim, o curso é uma forma de se especializar na técnica e, ao mesmo tempo, colocar o aprendizado em prática.

A nutrição parenteral, principalmente de crianças prematuras e muito debilitadas, é um procedimento delicado. Portanto, antes de realizá-lo, busque os conhecimentos e a experiência pertinente a oferecer segurança e conforto às pessoas.

Gostou de saber mais sobre nutrição parenteral? Ficou interessado no curso? Então, entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e conhecer o nosso trabalho!

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