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Saiba mais sobre testes bioquímicos, exames e procedimentos clínicos

Testes bioquímicos, exames e procedimentos clínicos são ferramentas essenciais no processo de avaliação em nutrição. É por meio desses recursos que o nutricionista consegue desenvolver um trabalho mais eficaz em relação às demandas dos seus clientes. São eles que ajudam a identificar os melhores tratamentos, como também as falhas nutricionais que têm prejudicado o funcionamento do organismo e causado doenças.

Neste post responderemos algumas dúvidas sobre esses procedimentos e por que o curso de especialização é tão importante para o desenvolvimento do profissional da área. Acompanhe o texto para saber mais!

Quais testes bioquímicos podem indicar deficiências nutricionais?

A adequação às necessidades do cliente é algo imprescindível no trabalho do nutricionista. Os testes bioquímicos são uma ferramenta capaz de colaborar com esse processo, visto que por meio deles é possível identificar diferentes vitaminas, nutrientes e compostos presentes no sangue.

Existem vários deles que indicam deficiências nutricionais. Confira os principais!

Ácido fólico

O folato é uma vitamina essencial para o organismo humano, pois atua na formação de novas células. O exame de ácido fólico é utilizado para identificar a deficiência de folato em gestantes e pessoas que utilizam medicamentos que o inibem, além de ser recomendado para aquelas que têm doença celíaca, de Crohn, anemia perniciosa, anorexia, entre outras.

Os seus índices variam de 5 a 15 mg/ml. Valores abaixo ou acima desse entremeio são sinais de algum problema.

Cobre sérico

O cobre é um dos principais responsáveis por ajudar na produção de energia e na formação de células do sangue. Também tem função antioxidante, protegendo as células de danos causados por radicais livres.

A deficiência dele pode indicar a desnutrição em bebês, mas também distúrbios que alteram a absorção de nutrientes — como a doença celíaca, de Crohn e outras —, ou mesmo o consumo em excesso de alimentos com muito zinco, visto que esse elemento reduz a absorção do cobre.

Enquanto que o excesso dessa substância pode levar à anemia e outros problemas mais graves. O índice deve variar de 70 a 140 ug/dL em homens e de 85 a 155 ud/dL em mulheres.

Colesterol total sérico

O exame de colesterol total sérico serve para identificar uma das deficiências nutricionais mais comuns em clientes que chegam ao consultório do nutricionista: a anemia. Nesse caso, quando os valores estão abaixo do ideal, o problema é considerado crônico.

Em relação a essa substância, menos que 200 mg/dL é considerado um valor ótimo, entre 200 e 239 mg/dL o valor é limítrofe e acima de 240 mg/dL é um valor alto, com riscos de problemas cardiovasculares no futuro.

Insulina plasmática

Outro exame importante é o da insulina plasmática, que serve para identificar a hipoglicemia. O padrão varia de 2,5 a 25 UI/ml, ajudando a diagnosticar o diabetes em indivíduos obesos e também diabetes melito grave associado à cetose e perda ponderal.

Além desses exemplos, ainda podemos incluir na lista:

  • exames que indicam a desnutrição proteica, como hemograma completo e índice de creatinina-altura (ICA);
  • acompanhamento de doenças endócrinas, como teste oral de tolerância à glicose e peptídeo C;
  • carências específicas provenientes de cirurgia bariátrica, como ácido fólico, cálcio total, cálcio iônico, entre outros.

Quais exames são mais importantes para o diagnóstico em nutrição?

Agora que você já conhece alguns dos testes bioquímicos que podem ser solicitados pelo nutricionista, vale a pena ressaltar que os mais importantes são aqueles que estão ligados a alguma questão nutricional, como a desnutrição proteica, problemas na tireoide e carências específicas de cirurgia bariátrica. Todas essas doenças exigem a prescrição de dietas especiais.

Alguns exames ajudam a identificar uma série de desordens e estão ligados diretamente à ingestão de nutrientes e vitaminas, como vitaminas B2, B6, B12 e D3, ácido fólico, cálcio total, ferro, zinco, sódio, fósforo, selênio, vitaminas A, C, E e K, ferro, transferrina, ferritina, entre outros.

Vale mencionar que, embora esses elementos estejam ligados mais diretamente aos aspectos nutricionais, isso não significa que outros exames não possam ser avaliados pelo nutricionista.

Como são feitos os testes bioquímicos?

Saber como os testes bioquímicos são feitos também pode ser útil. A maioria dos exames é feita por coleta e análise laboratorial de amostras de sangue. Com exceção de alguns, como o teste de cobre sérico, que também podem ser obtidos por meio da urina.

Além disso, há um conjunto de fatores a serem observados antes e durante a análise dos resultados, como as condições físicas do material coletado (temperatura, cor, textura etc.) e as características do cliente, como idade, gênero, jejum, uso de drogas, dieta, variação cronobiológica, entre outras.

Todas essas variáveis têm impacto no método de análise adotado pelos profissionais. A finalidade do exame também é considerada. Por exemplo, se os testes têm fins terapêuticos, diagnósticos, cirúrgicos, entre outros.

Isso não impede que demais testes possam ser solicitados, inclusive por meio da coleta de outros materiais, como os exames parasitológicos ou de investigação estomacal que analisam as fezes. Ou, então, os de urina, que podem apontar infecções, males sistêmicos, como o diabetes ou anemia, e condições renais. Até mesmo o escarro pode ser analisado para a identificação de microrganismos presentes no organismo.

Como identificar bactérias por meio dos testes?

Nos exames laboratoriais pode surgir indícios da presença de microrganismos no material. Ao detectar comportamentos diferentes do padrão, uma outra análise é feita, utilizando meios de cultura e determinados reagentes para identificar características específicas do metabolismo bacteriano no organismo do cliente. Confira alguns deles!

Hidrólise de amido

Algumas bactérias têm a capacidade de hidrolisar o amido e produzir polissacarídeos. Para detectá-las, é utilizado um meio com ágar amido e solução de iodo que, ao reagirem, apresentam uma coloração azulada. Quando os microrganismos realizam a hidrólise, há o clareamento do complexo ao seu redor.

Teste do Vermelho de Metila

Existem também as bactérias que fermentam glicose, metabolizando ácidos. Durante esse processo pode ocorrer a produção de ácidos, como o fórmico, acético e lático. O meio utilizado é uma mistura de fosfato, peptona e glicose, que apresenta uma cor amarela quando o índice de pH está acima de 6.

Mas se o pH fica igual ou menor que 4,4, o meio adquire uma coloração vermelha e esse indicador confirma a presença microbiana. No entanto, algumas bactérias conseguem converter esses ácidos em outros produtos, podendo aumentar o pH da solução e dificultar a sua identificação.

Teste de Citrato

Esse teste avalia se determinadas bactérias são capazes de usar citrato de sódio como fonte de carbono para seu crescimento. Nele é utilizado o ágar citrato de Simmons, caso o meio mude a coloração para o azul, é confirmada a presença bacteriana.

Como fazer a interpretação de exames laboratoriais?

A solicitação de exames pelo nutricionista é respaldada tanto pela Lei nº 8234, de 17 de setembro de 1991, quanto pelas regras do próprio Conselho Federal de Nutricionista por meio da Resolução N° 306/2003. Dadas essas permissões que ajudam a manter a qualidade da avaliação, o profissional precisa saber interpretar os dados contidos nos exames.

O trabalho interpretativo vai além da simples comparação dos valores contidos nos resultados do cliente e os valores dos testes de referência. O nutricionista tem a função de conhecer profundamente os marcadores bioquímicos e analisar os valores obtidos, definindo diagnósticos em nutrição com base na avaliação, que também inclui o exame físico e a coleta da história.

Vale lembrar, ainda, que os valores tidos como referência são estáticos e não têm um valor clínico. Por isso, o profissional precisa utilizar marcadores na interpretação dos exames, visto que o cliente precisa ser analisado sob uma ótica que leve em consideração seu histórico clínico e outros detalhes.

Isso ajudará o profissional a fazer uma interpretação mais correta dos resultados e, consequentemente, prover um diagnóstico mais preciso, com maiores chances de levar ao tratamento capaz de ajudar o cliente.

Como o profissional pode aprender mais sobre o assunto?

A melhor maneira de se inteirar sobre esse assunto é por meio da realização de cursos que envolvem conhecimento sobre testes bioquímicos, exames e procedimentos clínicos.

O assunto exige aprendizado minucioso, pois o nutricionista precisa aprender não só a ler os exames, mas também a interpretá-los, chegando a um diagnóstico e a uma intervenção em nutrição adequada.

A especialização apresenta instrumentos a serem utilizados pelo profissional desde o processo de avaliação até a interpretação dos resultados dos exames, segundo as normas do Processo de Cuidado em Nutrição (PCN). Isso garante uma ação segundo a padronização internacional estabelecida nos cuidados relativos à Nutrição.

Qual a importância da realização de testes bioquímicos?

A principal função dos testes bioquímicos é a detecção de diversos distúrbios nutricionais. Ao realizá-los, é possível coletar dados epidemiológicos que serão úteis para o que o profissional realize o diagnóstico, defina o tratamento adequado.

Além do mais, exames de rotina podem ser decisivos para a saúde, visto que permitem a observação de sinais de alguma patologia ainda em seu estado inicial e, assim, possa ser prevenida.

São os testes bioquímicos, exames e procedimentos clínicos que potencializam a intervenção em problemas nutricionais em cada um dos indivíduos que chegam ao consultório. Cuidando da nutrição, a atenção à saúde é redobrada e muitos problemas são evitados, favorecendo a garantia do bem-estar.

Queremos saber mais sobre você! Gostou do post? Então deixe sua opinião sobre nos comentários e nos conte quais testes são mais solicitados em seu consultório!

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