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Saiba quais passos que carecem ser padronizados na Nutrição

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Se durante muito tempo a profissão do nutricionista foi relacionada à boa forma e à estética, hoje ela se volta cada vez mais para os cuidados com a saúde global — e é a partir daí que se insere a Padronização Internacional do Processo de Cuidado em Nutrição.

Esse conjunto de normas é muito importante para a atuação do nutricionista, sendo criado especificamente para os profissionais da área e, por isso, deve ser entendido a fundo.

Neste post, apresentamos as linhas gerais sobre esse sistema e os passos necessários para a padronização. Continue a leitura para saber mais!

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O que é Padronização Internacional do Processo de Cuidado em Nutrição?

O Processo de Cuidado em Nutrição trata-se de um conjunto de ações que sistematizam e organizam a atuação do nutricionista.

A terminologia padronizada do Processo de Cuidado em Nutrição é como um dicionário, que define títulos e códigos para as atividades do nutricionista de todas as áreas de atuação.

A padronização internacional refere-se a utilização dessa mesma terminologia em todo o mundo.

A padronização serve para o ambiente hospitalar, a fim de oferecer todo o cuidado de nutrição ao paciente — da admissão até a alta.

Mas, também são aplicadas por nutricionistas que atuam em outras frentes, como em unidades de alimentação/nutrição (restaurantes), consultórios, saúde pública, nutrição esportiva, entre outros.

A terminologia padronizada é resultado de anos de discussões e pesquisa da Academia de Nutrição e Dietética (AND) dos Estados Unidos. Na década de 1970, a instituição publicou alguns sistemas para o cuidado na Nutrição.

Eles se desenvolveram até chegar em 2001 ao Processo de Cuidado da Nutrição (Nutrition Care Process — NCP). A partir daí, foi desenvolvida a terminologia padronizada para cada passo do Processo.

A publicação da AND serviu de base para documentos em outros países, contribuindo para uma padronização em nível internacional.

Qual a importância de se adotar a terminologia no dia a dia?

O fato é que, dentro das equipes multidisciplinares, os nutricionistas são responsáveis por um grande número de atendimentos.

Assim, essa sistematização e padronização visa tanto agilizar os processos quanto garantir que todos eles sejam replicados de maneira uniforme.

Em resumo, a terminologia padronizada contribui para otimizar a atuação do profissional e para melhorar o atendimento dado aos clientes, aspectos que são fundamentais.

Quais os passos para a padronização?

De modo geral, a padronização internacional do Processo de Cuidado em Nutrição envolve as etapas a seguir. Acompanhe!

1. Avaliação/Reavaliação em Nutrição

A partir dos resultados da triagem de risco ou de uma referência, o nutricionista realiza a avaliação em nutrição do cliente.

Nessa etapa, são avaliados dados da história, em relação à ingestão, absorção e metabolismo dos alimentos, achados físicos, informações antropométricas e bioquímicas.

É uma avaliação profunda, especializada, na qual o nutricionista é o profissional treinado e capacitado para realizar.

2. Diagnóstico em Nutrição

Nessa etapa, o nutricionista dá um rótulo ao problema em nutrição mais importante de ser realizada a intervenção.

O problema, ou diagnóstico, em nutrição pode estar relacionado à ingestão, à clínica ou ao ambiente/comportamento.

3. Intervenção em Nutrição

Já a intervenção, por sua vez, é o processo no qual são escolhidas estratégias para resolver o diagnóstico em nutrição de cada cliente ou população.

As intervenções podem ser relativas à dieta, uso de suplementos e diferentes vias de entrega.

As estratégias também podem ser no âmbito da educação e do aconselhamento. Ou estratégias destinadas à resolução de problemas de toda uma população.

4. Monitoramento/Aferição de resultados em Nutrição

Por fim, é feito o monitoramento e a aferição, ou avaliação, se a intervenção resolveu o problema, ou diagnóstico, do cliente ou da população.

Esse passo serve para checar a eficácia da intervenção e avaliar a necessidade de se mudar estratégias para a resolução do problema.

Como o uso do prontuário eletrônico pode ajudar?

O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) já é uma realidade nos serviços de saúde em todo o mundo.

Desde dezembro de 2017, o Conselho Federal de Nutricionistas também recomenda que ele seja usado nos hospitais para armazenar as informações dos pacientes na rotina do profissional.

Essa medida está de acordo com os mesmos padrões adotados pela AND, que disponibiliza um software gratuito.

O Academy of Nutrition and Dietetics Health Informatics Infrastructure (ANDHII) pode ser configurado de acordo com a base de dados disponibilizada pela própria instituição ou pelos profissionais.

O ANDHII segue, exatamente, a terminologia padronizada internacionalmente do Processo de Cuidado em Nutrição.

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As vantagens de usar o PEP na rotina nutricional

A verdade é que o prontuário eletrônico já é bem difundido a nível hospitalar e ambulatorial. Porém, ainda não há padronização para a rotina de trabalho dos nutricionistas.

Portanto, antes de falarmos da utilização do PCN na produção de PEPs, é bom destacar os benefícios de se adotar o sistema online na rotina do nutricionista.

Com o prontuário eletrônico, em vez de consultar pilhas de papéis para verificar o histórico do paciente — ou pior: ter que repetir um monte de perguntas —, basta consultar o sistema online.

Isso é importante não só para agilizar o atendimento, como também para provocar menos na relação com o cliente. Outras vantagens que podemos citar:

  • menos necessidade de utilização de papel e espaço para arquivos;
  • prontuários salvos em nuvem, com maior segurança e backup automático;
  • podem ser acessados de qualquer lugar, inclusive por dispositivos como smartphones e tablets;
  • facilita a troca de informações com outros nutricionistas, como no caso de precisar ter uma segunda opinião ou para continuidade do trabalho;
  • evita a perda de informações por acidentes ou desgaste dos prontuários.

A importância do PCN para a produção de prontuários

Os prontuários eletrônicos podem facilitar bastante a rotina dos nutricionistas.

No entanto, isso só é realmente efetivo se for seguido um modelo sistematizado, uma vez que as informações podem ser  desencontradas ou incompletas.

O fato é que existem muitos tipos de prontuários, que atendem a diferentes objetivos na área da saúde.

Nesse sentido, adotar a terminologia internacional do PCN pode ser uma maneira de agilizar o atendimento e torná-lo mais eficiente.

Isso é ainda mais importantes para o histórico e acompanhamento de clientes — uma vez que eles já deram entrada no sistema.

Desse modo, basta que o nutricionista (não necessariamente o mesmo profissional) confira os dados e inclua a aferição dos resultados e novo processo, se necessário.

Assim, dá para acompanhar a evolução do cliente e avaliar se a intervenção em nutrição está sendo efetiva para resolver o problema.

Ou seja, a padronização representa benefícios tanto para os nutricionistas quanto para os pacientes.

Enfim, a terminologia padronizada de todos os passos do PCN é fundamental para o sucesso do trabalho do nutricionista.

E é nesse sentido que a tecnologia usada para a criação de prontuários eletrônicos, como no caso do ANDHII, pode ser uma excelente aliada, principalmente se tratando de uma ferramenta gratuita.

Afinal, a padronização internacional da terminologia do PCN deve ser seguida à risca, pois foi criada com base em muita pesquisa para se atingir excelência na atuação de todos os nutricionistas do mundo.

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