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Deficiências

Por que se especializar em nutrição para pessoas com deficiência?

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As deficiências podem tanto aparecer desde o nascimento de uma criança quanto serem desenvolvidas ao longo da vida e do envelhecimento, devido a doenças, anomalias e acidentes.

Como são considerados fatores de risco bastante relevantes para a saúde dos que as têm, é necessário conduzir uma avaliação nutricional para deficientes.

As deficiências podem ocorrer no corpo, na mente ou nos sentidos, atrapalhando diversos aspectos do dia a dia.

Com isso, os portadores apresentam riscos elevados de desenvolver ou adquirir problemas nutricionais ao longo de sua vida.

Isso requer um bom acompanhamento por um profissional capacitado para conduzir as situações de forma adequada.

Quer saber como as deficiências impactam na nutrição do indivíduo e descobrir como proceder? Continue acompanhando a leitura para conferir o conteúdo que preparamos!

Conheça tipos de deficiências e suas complicações

Existem algumas categorias de deficiências, cada uma com problemas de saúde que podem estar relacionados a essas alterações, sendo que algumas apresentam maiores riscos nutricionais que outras. Entenda!

Deficiências físicas

Uma das deficiências físicas que representam as maiores riscos para a nutrição do portador é a lesão medular.

Geralmente é causada por acidentes, como os automobilísticos, de trabalho, em recreação ou esporte.

Sem falar que doenças, como mielomeningocele e poliomielite, também podem desencadear esse problema.

Além da paraplegia e quadriplegia, essa alteração na fisiologia normal representa riscos de morte inicial, diminuição da longevidade e enfermidades, como disfunções urinárias, úlcera e infecções no trato respiratório.

A pneumonia e a doença cardíaca costumam ser as causas mais frequentes de morte desse grupo.

Quando se trata de lesão medular, os fatores de riscos nutricionais mudam para cada fase.

Na crônica, os mais comuns são obesidade, alterações na composição corporal e dislipidemia, desnutrição, obstipação intestinal, infecções e cálculos no trato urinário, lesões de pressão e anemia.

Já na fase aguda, os principais fatores de risco são para resposta metabólica ao trauma e balanço nitrogenado negativo, perda de peso e desnutrição, alterações do gasto energético, hipercalciúria, entre outros.

Deficiências mentais

São diversos os problemas relacionados à nutrição de crianças, adolescentes e adultos que apresentam deficiências mentais.

Vão desde alterações no crescimento, desnutrição, disfunção oromotora e da deglutição, dificuldade na alimentação, vômitos intermitentes, refluxo gastroesofágico, até obstipação intestinal e comportamentos alimentares adversos.

A obesidade e o sobrepeso também representam um grande problema.

Esses fatores e a sobrecarga extra para os cuidadores podem colaborar para que se desenvolvam doenças crônicas, como a cardíaca, diabetes e hipertensão.

A síndrome de Down e a Paralisia Cerebral são duas das alterações mentais mais frequentes e que desencadeiam mudanças significativas nos fatores nutricionais.

No caso da PC, os fatores de riscos são para o desenvolvimento de desnutrição, obesidade, obstipação intestinal.

Já se tratando dos portadores de síndrome de Down, eles apresentam riscos elevados de retardo na taxa de crescimento e obesidade.

Por isso, essas questões devem ser levadas em consideração em qualquer diagnóstico, acompanhamento e aconselhamento em nutrição.

Saiba como conduzir a avaliação em nutrição de portadores de deficiências

A avaliação em nutrição de pessoas com deficiência ainda tem muitos aspectos desconhecidos e complicados.

Porém, ela é muito relevante para evitar a progressão das anomalias nutricionais e contribuir com a regressão delas.

Não existe um único método de avaliação do estado nutricional dos portadores de deficiências, tanto para adultos quanto para crianças e adolescente.

Assim como em outros grupos, muitos métodos apresentam limitações, uma vez que até mesmo o uso de aparelhos ortopédicos pode dificultar um diagnóstico correto.

Sabe-se que existem diferentes tipos de alterações físicas e neurológicas, além de graus. Isso faz com que seja extremamente necessário fazer uma avaliação individualizada de cada caso.

Afinal, as referências recomendadas nem sempre são adequadas.

Não basta apenas realizar uma única análise, as reavaliações regulares também são essenciais.

Por exemplo, no caso da lesão medular, no período de dois a três dias depois da injúria, é necessário submeter o indivíduo a uma avaliação e repeti-la regularmente ao longo de toda a fase de reabilitação e, possivelmente, durante a vida toda da pessoa.

Para conduzir esse diagnóstico, é indicado contar com uma equipe multiprofissional composta por fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, médico, psicólogo, enfermeiro, dentista, assistente e nutricionista.

Além disso, é extremamente importante enriquecer o currículo com cursos voltados para atendimento de pessoas com deficiência.

Assim, a avaliação dos riscos será completa, desde a capacidade oromotora, os problemas clínicos relacionados e as características comportamentais.

Entenda a relevância da dieta para pessoas com deficiência

Por mais que a população de indivíduos com deficiências seja heterogênea devido à gama de modalidade de problema, sabe-se que apresentam grandes riscos de desvios nutricionais, por mais que sejam necessidades que ainda não são bem-conhecidas.

Isso faz com que manter o estado nutricional desejado seja um desafio para a pessoa, os familiares e profissionais.

Cada indivíduo é único e exige um tratamento nutricional individualizado. A inclusão da família ou de cuidadores pode ser necessária para auxiliar.

O nutricionista deve conhecer esses e outros detalhes, como o metabolismo e as opções alimentares, para promover a manutenção, o restabelecimento do estado nutricional e o bem-estar do portador.

Descubra como deve ser a individualização dela

Em alguns casos, o cliente pode vivenciar ganho de peso decorrente da redução de massa muscular, baixa atividade física, febre, infecções etc.

Por isso, a prática de exercícios físicos, tratamento eficiente e manutenção do peso são excelentes estratégias para a prevenção de problemas nutricionais.

Intervenções e planos de manutenção devem ser apropriados para a situação e com benefícios superiores aos riscos.

Esse processo deve alimentar o desejo de comer e diminuir riscos de desnutrição.

Em algumas situações, como clientes obesos, as dietas restritivas podem conduzir à depressão, frustração e deficiência de nutrientes essenciais.

Outros fatores também devem ser considerados nos cuidados nutricionais dos portadores de deficiência, como os éticos, econômicos e sociais.

Ademais, as mudanças emocionais, biológicas e físicas também não devem ser desconsideradas.

Por exemplo, em alguns casos, a pessoa pode ter dificuldade de segurar o talher, resultando em fadiga. Já autistas podem ser muito seletivos com a escolha de alimentos.

Por isso, frequentemente, o terapeuta ocupacional pode ajudar no desenvolvimento de estratégias para superar essas dificuldades.

Além disso, algumas circunstâncias dificultam ou inviabilizam a nutrição via oral, o que faz com que a alimentação via sonda seja a forma indicada de garantir nutrientes.

A avaliação em nutrição para deficientes é essencial para garantir bom acompanhamento, intervenção e saúde dos indivíduos de forma correta e individualizada.

Para assegurar que tenha o conhecimento necessário para conduzir esses casos, conte com especializações voltadas para o diagnóstico e a avaliação desse grupo.

Este post ajudou você a entender por que é tão importante a avaliação nutricional desse grupo?

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