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Nossos filhos podem viver menos que nós. E de quem é a culpa?

Você já ouviu falar que a nossa expectativa de vida está diminuindo em virtude da obesidade? Certamente sim.

Esta informação até pode ser corriqueira, mas você já se deu conta sobre o tanto que isso envolve? Que, na geração atual, nossos filhos podem viver menos do que nós, em função da obesidade?

E a responsabilidade, afinal, de quem é? O indivíduo obeso é influenciado a pensar que a culpa é dele. Mas será mesmo?

É sobre isso que trataremos neste breve artigo

Dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) dos EUA mostram que naquele país as taxas de mortes ajustadas para a idade nos primeiros nove meses de 2015 aumentaram significativamente, se comparadas ao mesmo período de 2014.

Em termos relativos, as taxas de mortalidade aumentaram em um ano em 1% para doença cardíaca, 1% para diabetes, 3% para doença hepática crônica, 4% para acidente vascular cerebral e 19% para Alzheimer.

Portanto, aumentaram principalmente para doenças relacionadas à obesidade.

A obesidade e a baixa qualidade da dieta predispõem a todas as piores doenças crônicas.

Para retardar a progressão dessas doenças, só em nosso país, milhões de pessoas dependem de medicamentos para reduzir os níveis de colesterol do sangue, a pressão arterial, a glicemia, além de diálise e de procedimentos cirúrgicos para desbloquear artérias.

Por anos, a abordagem de saúde pública se baseia no princípio de que a perda de peso é resultado simplesmente de comer menos e estar fisicamente mais ativo.

Então, a responsabilidade do ganho de peso e do insucesso da manutenção do peso perdido é de cada indivíduo?

Não há responsabilidade, por exemplo, da indústria de alimentos quando faz marketing de produtos de baixa qualidade?

Não há responsabilidade do governo em regulamentações e políticas?

Não há responsabilidade dos cidadãos aos escolher seus políticos?

Nem dos pais por trazerem alimentos não saudáveis para casa?

E de nós, profissionais da saúde, há responsabilidade?

Para começar, o real é que nem todas as calorias são iguais. Se todas as calorias fossem iguais, então seria recomendado que uma pessoa ingerisse bebidas com açúcar e outros alimentos não saudáveis, desde que consumisse menos de outros alimentos ou fizesse mais exercício físico.

Mas não é bem assim. O princípio do “saudável” não considera que todas as calorias sejam iguais. Nem tudo em nosso corpo depende somente do balanço energético.

Certos alimentos afetam o apetite, alteram a secreção de hormônios e mesmo a nossa expressão genética. Ou seja, o tipo de calorias ingeridas pode afetar como elas são queimadas.

Vários estudos mostram que alimentos ricos em açúcar, produtos de grãos refinados e outros carboidratos de alta taxa glicêmica estão associados com ganho de peso e risco de desenvolvimento do diabetes.

Por outro lado, certas gorduras de alta densidade, como de frutas oleaginosas, chocolate amargo e o óleo de oliva têm resultados opostos. Se pensado que todas as calorias são iguais, a indústria de alimentos levará sempre vantagem.

E continuará, com sua influência política, evitando o aumento de impostos para bebidas com açúcar e a limitação de propaganda para crianças.

Infelizmente, pesquisas independentes, prospectivas e de longo prazo, com foco nos alimentos, não conseguem subsídios com a mesma facilidade que aquelas que envolvem medicamentos e alimentos industrializados.

O patrocínio, certamente, deveria vir dos governos, já que é uma preocupação de saúde pública.

Além disso, a política econômica dos governos precisa focar na redução da produção de alimentos de baixa qualidade, como milho e trigo, e encorajar aqueles de alta qualidade, como frutas, verduras, legumes, oleaginosas e produtos integrais.

A redução de impostos, a melhoria dos subsídios e o aumento de programas de assistência nutricional podem ajudar a tornar os alimentos saudáveis mais disponíveis e acessíveis a todos.

Como cidadãos, podemos escolher políticos que colocam prioridade em regulamentos sobre alimentos de interesse à população e que incentivam a indústria a vender alimentos saudáveis.

E as nossas crianças devem ser protegidas da propaganda predatória. Os pais devem assumir maior responsabilidade na limitação da exposição de seus filhos a alimentos de baixo valor nutricional. Devem encorajar a atividade física e educá-los para hábitos saudáveis.

E, finalmente, como nutricionistas, somos treinados para motivar e facilitar a implantação de comportamentos saudáveis na vida dos indivíduos e população.

Portanto, assim como cada indivíduo, governo, indústria, pesquisadores, cidadãos e pais, temos responsabilidade na dura tarefa de combater a obesidade.

Particularmente para as crianças, isso pode significar ganhar mais anos de vida e terem a oportunidade de viver mais e melhor do que nós.

Conclusão

E para finalizar, se você tem interesse na área de NUTRIÇÃO RENAL, quero te fazer um convite especial.

Nós temos um espaço fechado e exclusivo para um grupo seleto de nutricionistas que recebem tratamento VIP.

Isso é feito por meio de conteúdos de altíssima qualidade, normalmente em vídeos. E é gratuito!

Então, se você tiver interesse em participar, se inscreva no formulário aqui ao lado e você passará a pertencer ao “Time VIP” do “Instituto Cristina Martins”.

Obrigada pela sua atenção e agora eu gostaria de saber a sua opinião. Escreva no campo logo aqui abaixo. Terei o maior prazer em trocar ideias com você.

Um abraço e até o próximo artigo.

 

 

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