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doença renal

Entenda a relação entre obesidade e doença renal aqui!

É muito comum uma doença ou problema de saúde gerar outras implicações na vida dos indivíduos. Um exemplo é a relação entre obesidade e doença renal que, muitas vezes, é negligenciada por médicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde.

Isso porque, da mesma forma que o excesso de peso pode sobrecarregar os rins, motivando ou aumentando uma disfunção renal, ele pode evitar a mortalidade.

Nesses casos, é preciso que o nutricionista fique atento às necessidades nutricionais dos seus clientes e saiba equilibrar a quantidade de nutrientes que levem a uma melhora na qualidade de vida.

Mas como é possível oferecer o melhor atendimento nutricional para esse tipo de cliente na prática? A seguir, entenda a relação entre obesidade e doença renal e saiba como se capacitar para atender os clientes portadores dessas doenças crônicas. Acompanhe!

O que é doença renal?

As Doenças Renais Crônicas (DRC) são uma generalização de diversos fatores que provocam mudanças na estrutura dos rins, com diferentes causas e fatores de risco.

Conhecido apenas como doença renal, o problema pode se desenvolver aos poucos, de forma assintomática, dificultando bastante o diagnóstico.

A doença renal crônica é caracterizada pela perda lenta e contínua, geralmente irreversível, da função renal.

No início o problema pode se manifestar de forma benigna, evoluindo para algo crônico e bem mais grave.

Muitas vezes, com o avanço da perda da função dos rins, é necessário realizar diálise crônica, como a hemodiálise, ou o transplante renal.

No caso da hemodiálise, a pessoa precisa fazer de duas a três sessões por semana.

Se não for feito um transplante do rim, o procedimento pode ser necessário por toda a vida do indivíduo, prejudicando bastante a saúde e a qualidade de vida.

Qual a relação entre obesidade e doença renal?

Os rins são os órgãos responsáveis pela filtragem do sangue que irriga todo o organismo.

Em pessoas muito acima do peso, a tendência é que a maior área corporal exija mais desses órgãos, uma vez que é necessário filtrar uma quantidade bem maior de sangue, podendo sobrecarregá-los.

Com o tempo, as células renais perdem sua função devido ao excesso de atividade.

A questão é que a obesidade só cresce na população, sendo considerada uma epidemia e um problema mundial de saúde pública.

Ela está associada ao aumento do risco de diabetes, hipertensão e outros problemas que também podem afetar os rins. Ou seja, a obesidade pode prejudicar a função renal de forma direta e indireta.

Por isso mesmo, é bem comum que pessoas obesas desenvolvam outras doenças crônicas com o tempo, entre elas a doença renal. Dessa forma, o nutricionista deve levar em conta todos esses fatores concomitantes — que podem estar associados — durante o acompanhamento nutricional.

Como pessoas com doença renal crônica podem se beneficiar da obesidade?

No entanto, a relação entre obesidade e doença renal vai muito além da causa e consequência. Pelo contrário, em estágios mais avançados, o excesso de peso pode até beneficiar os indivíduos, reduzindo o risco de mortalidade.

Isso porque a diálise em pessoas magras pode ser ainda mais prejudicial do que o fato de ser obeso.

Afinal, quem tem um peso maior tem mais reserva calórica, ajudando a equilibrar a dieta restritiva a que essas pessoas são submetidas.

Dessa forma, os indivíduos com obesidade em diálise são mais resistentes à desnutrição por falta de proteínas e gorduras, que pode levar à morte.

Esse processo que beneficia a sobrevivência das pessoas com doença renal crônica é chamado de “paradoxo da obesidade”. Ou seja, algo que seria problemático para a maioria das pessoas, na verdade, reduz o risco de mortalidade dos obesos.

Obviamente, isso não significa que a obesidade seja, de fato, benéfica, mas ela pode evitar uma situação ainda pior.

Desse modo, o risco de comorbidades e outros riscos à saúde devem ser monitorados constantemente.

É fundamental considerar todos os fatores físicos do perfil do cliente, uma vez que há uma diferença entre as pessoas normalmente obesas, com ou sem obesidade abdominal.

Vale lembrar que, para ser considerado obeso, o indivíduo precisa ter um Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30.

Porém, quem tem uma maior circunferência abdominal tem mais gordura acumulada próximo aos rins e ao fígado, o que é considerado um tipo perigoso de obesidade.

Por que fazer um curso sobre doença renal?

É interessante notar que o indivíduo com obesidade e doença renal apresenta um perfil bem específico.

Por isso, toda a equipe multidisciplinar envolvida no tratamento dessas pessoas deve ser bem treinada para lidar com elas.

Assim, um curso sobre a avaliação e os fatores de risco nutricionais para o diagnóstico em nutrição pode ser interessante para que o nutricionista saiba identificar os estágios da doença renal crônica e sua relação com os casos de sobrepeso.

Nesse sentido, o curso de extensão “Doença Renal Crônica e Injúria Renal Aguda. Triagem de Risco, Avaliação e Diagnóstico em Nutrição” apresenta os passos da avaliação e do diagnóstico no Processo de Cuidado em Nutrição (PCN) de indivíduos com doença renal crônica não dialítica, em hemodiálise, em diálise peritoneal, transplantados e em injúria renal aguda.

No curso, o nutricionista aprende a identificar os fatores de risco nutricional de pessoas com problemas renais. Além disso:

  • discute a epidemiologia reversa do índice de massa corporal na doença renal crônica pré dialítica e dialítica, e a epidemiologia normal para transplantados renais;
  • descreve instrumentos de triagem e categorias padronizadas da avaliação em nutrição para essa população;
  • discute peso seco e ganho de peso interdialítico de pessoas em hemodiálise;
  • apresenta instrumentos integrados de avaliação em nutrição;
  • reconhece a estrutura padronizada dos diagnósticos em nutrição e sua aplicação em indivíduos com problemas renais.

O fato é que a relação entre obesidade e doença renal crônica exige uma abordagem diferenciada e preparo dos nutricionistas.

Por isso, é fundamental buscar uma capacitação adequada, que considere o treinamento da identificação do quadro geral de saúde do cliente para um acompanhamento completo.

Gostou do post e quer saber mais sobre como se capacitar? Conheça o curso Doença Renal Crônica e Injúria Renal Aguda. Triagem de Risco, Avaliação e Diagnóstico em Nutrição e se destaque no mercado!

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