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Armazenamento de alimentos: por que fazer de modo correto? Veja!

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É comum que as pessoas estejam atentas na hora de comprar comida, a fim de escolher bem cada produto e analisar se estão em bom estado. O problema é que muitos se esquecem ou, ainda, não sabem da importância do armazenamento de alimentos de forma adequada. Isto é: que não prejudique a qualidade e as condições dele para o consumo.

Esse é um ponto muito negligenciado por diversos motivos, mas, em especial, porque esse é um assunto que não é ensinado desde cedo. Assim, a pessoa só conhecerá essa necessidade caso venha a consultar um especialista ou tenha aprendido com os pais. Por isso, cabe ao nutricionista ajudar a mudar esse cenário, tornando a alimentação segura.

Quer saber qual o impacto do armazenamento correto e como orientar os clientes a respeito? Continue acompanhando a leitura para conferir o conteúdo!

Qual a importância da armazenagem de alimentos correta?

A alimentação é um cuidado essencial com a saúde, mas ela está exposta a alguns riscos nas diversas etapas que levam ao consumo. Isso significa que não é importante, somente, que a comida seja colhida no momento certo, por exemplo. É preciso escolhê-la corretamente, fazer uma higienização adequada, ter boas técnicas de preparo e, é claro, realizar um bom armazenamento.

Qualquer problema em uma dessas etapas modifica a segurança do consumo do produto. Quando uma comida não é bem armazenada ou isso é feito de maneira inadequada para o tipo de produto, ela fica suscetível a criar microrganismos que a deterioram, causam intoxicações alimentares, entre outras doenças.

Como muitas vezes essa mudança não é perceptível a olho nu, a pessoa acaba consumindo o alimento sem saber que ele está impróprio, levando ao aparecimento de problemas de saúde.

O que envolve um armazenamento correto de alimentos?

Muitas pessoas desinformadas ainda acreditam que o armazenamento correto das comidas envolve apenas as instruções contidas na embalagem do produto, como: “mantenha em um local arejado e longe da luz solar” ou “conserve esse alimento sob refrigeração por até 3 dias”.

Isso é apenas o básico. Conservar o alimento envolve tanto colocá-lo no armário ou refrigerador após as compras, quanto guardar as sobras adequadamente em um pote vedado e esterilizado dentro da geladeira por poucos dias — uma quantidade que varia para cada item.

De tudo, o que mais influencia é a temperatura. Quanto mais alta e próxima da temperatura ambiente ela for, maior a deterioração e o desenvolvimento de microrganismos patogênicos. A solução para retardar esses processos oxidativos, enzimáticos e de crescimento microbiano é refrigerar os alimentos, especialmente em épocas de calor.

Quais são os cuidados com o armazenamento fora de casa?

Dentro de casa o armazenamento, é mais simples. Já quando a pessoa está fora, esse cuidado se torna um desafio, mas existem algumas soluções. Além de evitar levar consigo alimentos que estragam rapidamente fora da refrigeração, vale investir em minicoolers.

Esse produto é uma pequena sacola (até estilosa, em alguns casos), que auxilia a manter a temperatura do alimento por 1 ou 2 horas fora da geladeira. Basta adicionar gelo ou refrigerá-la algumas horas antes, dependendo do sistema de funcionamento dela. Elas são ideias para levar em um piquenique, praia, caminhadas, passeios de bicicleta etc.

Já para quem leva comida para o trabalho ou deseja um recipiente para levar em festas, uma ótima alternativa é a marmita ou a tigela refrigerada. Elas devem ser resfriadas para manter os alimentos seguros e gelados por maior tempo, sem riscos de que azedem rapidamente.

Contudo, não basta ter todo esse cuidado com armazenamento se, na hora de comer fora de casa, as mãos não estiverem limpas. Como nem sempre é possível lavá-las com sabão, é interessante recomendar a compra de um frasco de álcool gel para levar sempre na bolsa.

Só é preciso reforçar ao cliente que o gel deve conter uma concentração de no mínimo 60% de álcool. No mercado, já é possível encontrar opções que não sejam grudentas ou tenham cheiro, além das embalagens divertidas que agradam as crianças.

Como fazer o armazenamento de alimentos corretamente?

Esse é um cuidado que deve ser amplo, vai desde a chegada das compras até a hora de guardar as sobras do almoço. Por isso, é importante reforçar alguns pontos principais de como conservar a comida, especialmente no caso de consultorias de estabelecimentos. Afinal, elas devem visar a Legislação Sanitária dos Alimentos. Confira!

Tempo na geladeira

Como dito, a temperatura é uma das partes mais importantes do armazenamento. Portanto, os alimentos devem permanecer dentro do refrigerador por poucos dias para que não se deteriorem rapidamente.

Por exemplo, na geladeira, as sobras de comida (arroz, feijão, pizza, legumes, etc) ficam conservadas por até três dias. Já peixes e carnes duram cerca de um dia. Pedaços de frutas variam, mas geralmente podem ficar armazenados por volta de dois, se estiverem bem vedadas.

Local de armazenamento

Esse cuidado também envolve o ambiente onde a comida é guardada. O armário deve estar sempre limpo, arejado e longe da exposição solar direta. A geladeira precisa ser higienizada com frequência para evitar contaminação dos alimentos.

Contaminação cruzada

Um dos tipos de contaminação mais comuns é quando alimentos crus entram em contato com os cozidos. Por exemplo, sucos de aves, peixes ou carnes que entram em contato com verduras e legumes.

Para evitar isso, em casa ou em estabelecimentos, o ideal é diferenciar os utensílios que serão utilizados com alimentos crus dos cozidos ao marcá-los com cores distintas ou fitas adesivas.

Como orientar os clientes a fazerem um bom armazenamento de alimentos?

A orientação do armazenamento de alimentos não se baseia apenas em dar as informações de como os produtos devem ficar organizados. Isso deve ser feito de uma maneira educativa, explicando as vantagens de seguir as normas e os problemas que terão ao não respeitar essas regras.

Dentro de casa, a situação é muito mais simples, por isso, o aconselhamento é um pouco mais leve. Para facilitar, é interessante disponibilizar para o seu cliente material de apoio para que ele se lembre das orientações. Caso queria se aprimorar para garantir um atendimento mais qualificado, vale investir em cursos.

Já no caso dos estabelecimentos, a explicação deve ser mais minuciosa e séria, mostrando os riscos do mau armazenamento para a população (doenças) e os problemas que pode causar ao estabelecimento (processos, multas e falta de credibilidade). Além de abordar as vantagens que essa organização traz, como a minimização das perdas.

O armazenamento de alimentos é uma parte essencial das consultas, uma vez que, caso não seja feito corretamente, pode representar risco para a saúde da população. Mas não basta ter conhecimento do assunto: é preciso saber também como passá-lo para o seu cliente de forma didática.

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